28 de setembro de 2016

Resenha: Amor Amargo

Título: Amor Amargo
Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Classificação:
Sinopse: Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado.
Até Cole aparecer.
Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto ta ali querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade...
Em um retrato realista de um relacionamento conturbado, a autora Jennifer Brown nos leva até o limite de nossos sentimentos.


Resenha:

“É. Eu dava para o gasto. Mas achei que você estava se referindo ao meu jeito cativante e beleza inesquecível.”

Quando vi Amor Amargo pela primeira vez, ele automaticamente entrou em minha lista de desejados e apesar de já saber a temática abordada no livro, confesso que não estava preparada para forma tensa como o enredo foi desenvolvido.
Nesse livro somos apresentados a Alex, uma jovem inteligente, estudiosa e que junto com Bethany e Zach, seus melhores amigos desde a infância, esta planejando uma viagem para o Colorado. Enquanto para seus amigos a viagem não passa de uma aventura e de uma forma de dizer adeus ao ensino médio, para Alex significa muito mais que uma simples diversão, essa parece ser sua única chance de finalmente descobrir o que de fato sua mãe estava indo fazer lá na noite em que morreu.
Tudo caminhava de forma perfeita na vida dela, até que um novo aluno aparece na escola. Cole é aquele típico garoto que todas as mocinhas do gênero Young Adult sonham, bonito, encantador, astro dos esportes, carismático. A primeira vista o príncipe que Alex sempre sonhou, e na verdade ela nem parece acreditar quando Cole começa a demonstrar o quanto esta interessado nela.

“Olhando fundo dos meus, seus olhos passavam ao mesmo tempo uma sensação de perigo e segurança.”

Com o passar das paginas o envolvimento entre os dois cresce, e Alex não acredita que finalmente sua vida esta quase completa, e mal pode esconder a felicidade de ter os melhores amigos que alguém poderia ter, e um namorado que se importa tanto com ela a ponto de fazê-la se sentir a pessoa mais especial e amada do mundo. Mas conforme o relacionamento dos dois avança, a verdadeira face de Cole começa a aparecer, e é nesse momento que toda a vida de Alex parece desmoronar.
Se eu pudesse definir esse livro com uma única palavra seria angústia... A cada página virada, a cada agressão sofrida pela personagem, física ou psicológica, eu ficava com um desconforto tão grande que em alguns momentos cheguei a cogitar a possibilidade de abandonar o livro, não por ele ser ruim, muito pelo contrario, mas pela confusão de sentimentos dentro de mim.
Confesso que antes de ler esse livro eu pertencia a uma parte da sociedade que acredita que a mulher que apanha do companheiro e permanece no relacionamento é porque no fundo gosta de ser agredida, sim, eu infelizmente já pensei isso, e hoje me envergonho imensamente. Tá certo que em alguns momentos eu quis entrar no livro e dar uns tapas na Alex, já que os que ela recebia ao longo da história parecia não ser suficiente para ela largar Cole, e o que tornava tudo ainda mais insuportável é que ela parecia ter pessoas dispostas a ajudá-la.

“Amedrontada demais para correr. Pasma demais para continuar de pé. Machucada demais para ser corajosa.”

Mas com o passar das páginas eu passei também a me colocar no lugar da personagem, e passei a ver todas as questões que a levava a permanecer nesse tipo de relação, comecei a enxergar de fato sua carência, sua solidão, mas principalmente seu medo. Medo de como seria sua próxima agressão, como as pessoas reagiriam ao descobrir esse “segredo” dela. Vi que era natural ela se sentir sozinha e incapaz de confiar em alguém, afinal uma das primeiras coisas que Cole faz é isolá-la do mundo, ocupando cada minuto livre da garota e também fazendo com que ela se afaste dos amigos.
O talento de Jennifer Brown para escrita é totalmente inquestionável, ela tem uma precisão ao falar de assuntos tão sérios como bullying e relacionamentos abusivos, que em muitos momentos se torna impossível não se colocar no lugar dos personagens, e até mesmo ter a sensação de que os conhece de algum lugar.

“Talvez porque seu namorado nos tratou como lixo. Talvez porque é bem provável que trate você do mesmo jeito. Ou talvez porque, desde que começou a sair com ele, não dá mais a menor bola para nós. Seus melhores amigos.”

A narrativa é fluida e consegue prender o leitor do inicio ao fim. Apesar de ser possível fazer uma leitura rápida da história, vale lembrar que o enredo é tenso e por diversos momentos angustiantes, teve partes que senti até certa repulsa dos personagens. Os personagens são muitos bem escritos, mas meu destaque vai para os personagens secundários, quem não gostaria de ter amigos como Bethany e Zach, que mesmo quando Alex se afasta deles de forma tão abrupta, eles ainda sim permaneceram fieis a sua amizade, e fizeram o possível para ajudá-la. Algumas partes do livro relacionadas aos três foram de cortar o coração.
Confesso que o final foi meio que previsível, porém isso não foi suficiente para que eu tirasse uma estrela do livro, pois mesmo já esperando um final parecido, consegui achá-lo satisfatório. Ao final do livro também existe uma nota da autora falando um pouco das suas pesquisas para criar os personagens do livro, nessa parte fica um pouco mais fácil de você imaginar como funciona a mente de uma pessoa que vive um relacionamento abusivo.
Não poderia deixa de indicar o livro, na verdade acredito até que ele deveria ser uma leitura obrigatória para todos, Amor Amargo vai fazer você se questionar, se emocionar, mas principalmente vai te fazer refletir o quanto a carência, a insegurança, o medo e até mesmo a falta de amor próprio pode te deixar vulnerável.

“Eu amava Cole, mas, às vezes, amá-lo era como andar de montanha-russa sem conseguir recuperar o fôlego entre as curvas e quedas. E, nessas ocasiões, tudo que queria era cair fora.”

27 de setembro de 2016

Crônica Engraçada - Luis Fernando Veríssimo

Ontem foi aniversário do escritor Luis Fernando Veríssimo e para homenageá-lo segue uma pequena crônica dele (bastante cômica), porque rir é uma delícia.

Luis Fernando Veríssimo - Escritor
Fonte: Wikipédia

Luis Fernando Veríssimo é um escritor, humorista, cartunista, tradutor, roteirista de televisão, autor de teatro e romancista. Já foi publicitário e revisor de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos.

Nascimento: 26 de setembro de 1936 (80 anos), Porto Alegre, Rio Grande do Sul




Crônica Engraçada

Minha mulher e eu temos o segredo para fazer o casamento durar:
Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha em SP.

Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.

25 de setembro de 2016

Resenha: Os Segredos de Colin Bridgerton - Os Bridgertons 4

Título: Os Segredos de Colin Bridgerton
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 335
Gênero: Romance de época
Sinopse: Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons há muitos anos. E alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres.

Quando ele retorna de uma de suas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade.

Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade,  numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum.

Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que  sempre esteve bem à sua frente.

No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.

Em Os Segredos de Colin Bridgertons, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.

22 de setembro de 2016

Livros que me deixaram na ressaca

Oi gente, tudo bem?
Sabe aquele momento em que você não consegue ler mais nada? A famosa ressaca literária...
Ela vem quando a gente menos espera, geralmente quando acabamos de ler um livro tão bom que simplesmente não conseguimos desapegar no fim, e aí ficamos dias pensando no livro e no impacto que ele causou na nossa vida. O pior é que nada parece ajudar para que você saia dessa bendita ressaca, nem mesmo aquele livro que você contou os dias para poder ler e esta lá encostado na sua estante... Pois é, acho que todo mundo já passou por isso né? E se não passou se prepara, porque um dia você irá passar.
No post de hoje eu trago para vocês alguns livros que me deixaram na ressaca literária.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Harry Potter foi à primeira saga que li do inicio ao fim, e toda vez que terminava um dos livros criava uma enorme expectativa em volta do próximo volume. Quem acompanhou ou pelo menos conhece a historia escrita por J. K. Rowling, já deve imaginar o porquê desse livro ter me causado ressaca, e sim, em parte a ressaca se deve a morte que ocorre no livro, mas também por se tratar do penúltimo livro de uma história que fez e ainda faz parte da minha vida, o medo de ler o próximo volume e ter que me despedir de vez de personagens tão amados era tão grande que por um bom tempo relutei e fiz o possível para não saber nada do próximo livro.





20 de setembro de 2016

Crônica: Sustento Feminino - Martha Medeiros

Crônica: Martha Medeiros
Livro: A Graça da Coisa
11º Edição
Editora: L&PM

SUSTENTO FEMININO
28 de outubro de 2011

Estive participando de um seminário sobre comportamento, onde foi dito que as mulheres estão de tal forma cansadas de suas múltiplas tarefas e do esforço para manter a independência que começam a ratear: andam sonhando de novo com o provedor, um homem que as sustente financeiramente. Não acreditei. Outro dia discuti com uma amiga porque duvidei quando ela disse estar percebendo a mesma coisa, que as mulheres estão selecionando seus parceiros pelo poder aquisitivo - não só as maduras e pragmáticas, mas também as adolescentes, que ainda deveriam cultivar algum romantismo.

Então é verdade? Pois me parece um retrocesso. A independência nos torna disponíveis para viver a vida da forma que quisermos, sem precisar "negociar" nossa felicidade com ninguém. São poucos os casos em que se pode ser independente sem ter a própria fonte de renda (que não precisa obrigatoriamente ser igual ou superior à do marido). Não é nenhum pecado o homem pagar uma viagem, dar presentes, segurar as pontas em despesas maiores, caso ele ganhe mais - é distribuição de renda. Mas se ela que ganha mais, a madame também pode assumir o posto de provedora sênior, até que as coisas se equalizem. Parceria é uma relação bilateral. É importante que ambos sejam autossuficientes para que não haja distorções sobre o que significa "amor" com aspas e amor sem aspas.

As mulheres precisam muito de homens, mas por razões mais profundas. Estamos realmente com sobrecarga de funções - pressão autoimposta, diga-se - , o que faz com que percamos nossa conexão com a feminilidade: para ser mulher não basta usar saia e pintar as unhas, essa é a parte fácil. A questão é ancestral: temos, sim, necessidade de um olhar protetor e amoroso, de um parceiro que nos deseje por nossa delicadeza, nossa sensualidade, nosso mistério. O homem nos confirma como mulher, e nós a eles. Essa é a verdadeira troca, que está difícil de acontecer porque viramos generais da banda sem direito a vacilações, e eles, assustados com essa senhora que fala grosso, acabam por se infantilizar ainda mais.

Podemos ser independentes e ternas, independentes e carinhosas, independentes e fêmeas - não há contradição. Estamos mais solitárias porque queremos ter a última palavra em tudo, ser nota 10 em tudo, a superpoderosa que não delega, não ouve ninguém e que está ficando biruta sem perceber.

Garotas, não desistam da sua independência. Façam o que estiver ao seu alcance, seja através do seu trabalho ou do estudo, em busca de realização e amor-próprio. Escolher parceiros pelo saldo bancário é triste e antigo, os tempos são outros. É plausível que se procure alguém com o mesmo nível intelectual e social, com um projeto de vida parecido e com potencial de crescimento - mas para crescerem juntos, não para garantir um tutor.

A solidão, como contingência da vida, não é trágica, podemos dar conta de nós mesmas. Mas, ainda que eu pareça obsoleta, ainda acredito que se sentir amada é o que nos sustenta de fato.

17 de setembro de 2016

Resenha: Livro das Sombras (série Coven)


Título: Livro das Sombras (série Coven, volume 1)
Autora: Cate Tiernan
Editora: Galera
Páginas: 207
Gênero: Fantasia Sobrenatural, infanto juvenil
Sinopse: Morgana e a melhor amiga, Bree, são apresentadas ao universo Wicca quando Cal, um veterano - e gato -, convida ambas para seu coven. Morgana aceita e logo se apaixona por ele... assim como sua melhor amiga. Porém, por mais que esteja disposta a ignorar seus sentimentos em função da amizade, parece que isso não depende dela. A ligação entre eles se mostra mais forte do que todos esperavam, assim como a magia que os cerca.

"Por que os nomes dos esbats e festivais pareciam lembranças profundamente enterradas em minha mente? Nunca considerei muito a possibilidade de haver vidas passadas, mas agora, quem sabe ?" 

16 de setembro de 2016

Tag: Livros não lidos

Oi gente, tudo bem?
Já fazia certo tempo que eu via essa tag e ficava morrendo de vontade de responder, bom finalmente chegou à hora.
A tag consiste em responder 10 perguntas com base nos livros não lidos da sua estante, eu vi a tag no Blog da Juh Claro, mas infelizmente não encontrei o nome de quem criou para dar os devidos créditos.
Bom, vamos lá? Espero que gostem *-*


1- Quantos livros não lidos você possui aproximadamente?

Até agora eu não sabia o número exato, mas resolvi contar e tenho 73 livros não lidos.

8 de setembro de 2016

Crônica: Fidelidade Feminina

Crônica: Martha Medeiros
Livro: A Graça da Coisa
11º Edição
Editora: L&PM

Fidelidade Feminina
11 de março de 2012

Peguei a conversa pela metade, mas não pude deixar de acompanhar até o final. Ninguém resiste a escutar uma mulher confidenciando um segredo a outra.

Livros únicos

Oi gente, tudo bem?
Recentemente, conversando com algumas amigas, cheguei à conclusão de que estou um pouco cansada dessas intermináveis series literárias. Não que não seja bom gostar tanto de um personagem e saber que vou reencontrá-lo em um próximo livro, mas é que em alguns momentos falta tempo e até mesmo paciência para finalizar as incontáveis serie que vem sendo lançadas ao longo dos últimos anos, e tudo se torna ainda pior quando a continuação parece demorar uma eternidade para ser lançada. É por essas e outras que eu prefiro o famoso livro único, e ter aquela deliciosa sensação de dever cumprido quando viro a ultima pagina, sabendo que em um único livro eu pude presenciar o inicio, meio e fim de uma historia.
E foi pensando nisso que no poste de hoje eu decidir trazer 3 livros únicos que li recentemente e acredito que vale a pena você conhecer. Vamos lá?

Sr. Daniels

Sabe aquele livro capaz de te conquistar apenas pela capa? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando vi Sr Daniels pela primeira vez.
Nesse livro nos somos apresentados a Ashlyn e Daniel, ambos estão com o coração partido por recentes perdas, e assim que se encontram a atração é imediata. E é através dessa atração que um acaba se apoiando no outro para superar a perda e aprender a viver com a saudade.Falando assim você pode até pensar que o livro se trata apenas romance “água com açúcar”, mas Sr Daniels vai muito alem disso. Ele fala de amor, família, perda, amizade e principalmente superação.

4 de setembro de 2016

Resenha: O Coração da Esfinge


Título: O Coração da Esfinge
Autora: Collen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 367
Sinopse: Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram  de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos - aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

2 de setembro de 2016

Filme: Precisamos falar sobre o Kevin

Precisamos falar sobre o Kevin, retrata de forma impactante, o relacionamento entre mãe e filho, dividindo opiniões entre os telespectadores. 
Poucos são os filmes que me prendem do começo ao fim, e este foi um deles. 
Logo nos minutos iniciais, uma cena marcante com grande predominância da cor vermelha, nos remete automaticamente á ideia de sangue e a de que algo realmente fatal acontecerá nas próximas cenas.
Conhecemos Eva (Tilda Swinton), uma mulher de aparência exausta e totalmente deprimida, que por algum motivo é rejeitada por todos os moradores próximos, tendo a sua casa e carro constantemente atacados com tinta vermelha (novamente submetidos á ideia de sangue) e até sofrendo agressão física e verbal quando saía para lugares públicos.
Com o passar das cenas, somos apresentados á uma Eva jovem, bem sucedida e feliz ao lado do marido, Franklin (John C. Reilly), completamente diferente da mulher abatida que conhecemos no início, e logo descobrimos que o motivo de todos esses sentimentos ruins se acumularam em Eva até a consumirem psicologicamente e fisicamente, é o seu primeiro filho, Kevin (Jasper Newell, na infância, e Ezra Miller, na adolescência).

1 de setembro de 2016

Crônica: Medo de Errar - Martha Medeiros


Crônica: Martha Medeiros
Livro: A Graça da Coisa
11ª Edição
Editora: L&PM

MEDO DE ERRAR
25 de setembro de 2011

"A gente é a soma das nossas decisões".

É uma frase da qual sempre gostei, mas lembrei dela outro dia num lugar bem inusitado: dentro do súper (como os gaúchos chamam o supermercado). Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer o que se chama por aí de expertisse. Tem maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega-3, com limão.