29 de agosto de 2016

Resenha: Ponto de Impacto

 Título: Ponto de Impacto
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 398
Classificação: 4/5
Sinopse: Quando a NASA encontra um enorme meteorito enterrado na geleira Milne, no alto Ártico, contendo fósseis – uma prova irrefutável da existência de vida extraterrestre - as autoridades políticas americanas se movimentam para tomar vantagem de tal acontecimento. O fascinante achado acontece exatamente quando a NASA se tornou uma questão central na disputa pela presidência que está para acontecer. O candidato à reeleição, o presidente Zachary Herney, vem perdendo pontos com os ataques de seu oponente, o senador Sedgwick Sexton, à ineficiência e aos gastos excessivos da agência espacial.
Para evitar especulações sobre a autenticidade do meteorito, a Casa Branca convoca Rachel Sexton, analista do NRO – o Escritório Nacional de Reconhecimento – e filha do adversário do presidente, para verificar os dados levantados pela NASA. Além dela, quatro renomados cientistas são enviados para o Ártico, entre eles o oceanógrafo e apresentador de TV Michael Tolland.
Mas quando suspeitas de fraude surgem, os cientistas passam a ser caçados por uma equipe de assassinos profissionais, controlada à distância por um inimigo poderoso. Tentando escapar da morte, Rachel e Michael enfrentam os perigos da gelada paisagem do Ártico e inúmeras outras ameaças enquanto tentam descobrir quem se esconde por trás dessa genial armação.


25 de agosto de 2016

Crônica: O que é viver bem? - Cora Coralina

Um repórter perguntou a Cora Coralina: - O que é viver bem?
E a resposta é o que muitos passam a vida toda procurando:

"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo para você, não pense.

Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.
Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

24 de agosto de 2016

Resenha: Paixão Sem Limites

Resultado de imagem para livro paixão sem limites Título: Paixão sem limites
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Paginas: 192
Classificação: 4/5
Sinopse: Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara. Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.

19 de agosto de 2016

Resenha: Meu Romeu

Título: Meu Romeu
Autora: Leisa Rayven
Editora: Globo Alt
Paginas: 407
Classificação: 4/5
Sinopse: Cassie está prestes a realizar o grande sonho: estrelar um espetáculo da Broadway. O que ela não esperava era ter que enfrentar o reencontro com o ex-namorado, que será novamente protagonista ao seu lado, em uma peça cheia de romance e cenas quentes. Trabalhar com Ethan traz o passado à tona, e lembra a Cassie que o que existe entre eles vai muito além de uma simples química.




Resenha:

“_Então, como seria isso, hein?_as palavras saem como ácido._Por favor, Holt, me diga. Afinal, era você quem tomava as decisões sobre nosso relacionamento. Como quer brincar desta vez? Amiguinhos? Parceiros de sexo? Inimigos? Ah, espera, já sei! Porque você não banca o merda que partiu meu coração e eu faço a mulher que não quer mais nada com você fora dessa sala de ensaios? Que tal?”

Confesso a vocês que quando li a resenha de Meu Romeu fiquei extremamente receosa e ao mesmo tempo super curiosa. Não é segredo para ninguém que romances New Adult dificilmente me agradam, então não pude esconder a imensa surpresa que foi quando me vi devorando pagina após pagina deste livro.
Cassie Taylor está prestes a realizar seu grande sonho, que é encenar uma peça de teatro na Broadway. Mas como nem tudo é perfeito nessa vida, ela terá que contracenar com ninguém menos que Ethan Holt. Os dois já foram namorados no passado, mas na época Holt foi um grande babaca, e a separação deixou marcas em Cassie que nem o tempo foi capaz de curar. Então quando Ethan aparece demonstrando ser capaz de tudo para reconquistá-la, tudo que Cassie quer é mantê-lo o mais distante possível.

“Ficamos lá por alguns segundos, apenas respirando, e, conforme trocamos olhares, o ar entre nós se solidifica. Conectando-nos como duas partes da mesma pessoa.”

Primeiramente preciso dizer que se você esta procurando um romance “água com açúcar”, esse não é o livro que te recomendo. Apesar de todo lado clichê que um romance NA carrega, Meu Romeu, mesmo sem fugir do óbvio, conseguiu ser um livro único para mim.
Como a história tem a narrativa alternada entre passado e o presente, a única coisa que sabemos inicialmente é que os doispersonagens tiveram um relacionamento de três anos entre idas e vindas, mas com o passar das paginas é possível descobrir o que de fato aconteceu a ponto de deixar tantas magoas pelo caminho.
Holt é o típico badboy de romances NA, ciumento e com problemas para se relacionar e dizer o que realmente sente, porém algo que me agradou bastante no personagem é que ele não traz aquele “machismo” comum em personagens de gênero, então posso dizer que foi agradável não ver Holt se comportando como dono da Cassie, e ao invés disso, ele tentando fazer dela em alguns momentos uma pessoa melhor.
Cassie apesar de ser insegura demais e em alguns momentos isso me irritar profundamente, ela também conseguiu trazer um humor bem bacana, em vários momentos eu me peguei rindo pela sua falta de filtro ao lado de Holt.

“_Amor à primeira vista é um mito inventado por autores de livros românticos e Hollywood. É baboseira.”

É claro que eu fiquei me matando de curiosidade para saber o que de fato Ethan fez para que Cassie se tornasse uma mulher tão “apagada” e ressentida, na verdade eu fiquei imaginando que tipo de furacão era Ethan Holt a ponto de deixar não só uma, mas duas mulheres, totalmente destruídas após o termino do relacionamento. E é claro que eu estava ainda mais curiosa para saber o que aconteceu com esse badboy, para que ele se transformasse em alguém tão fraco quando o assunto era sentimento. Eu não posso esconder que de certa forma a decepção foi grande, não que o motivo não seja relevante ou algo possível, é que para mim é difícil aceitar que uma pessoa seja capaz de se destruir tanto por alguém que não parece de fato se preocupar.
Apesar de ter amado a escrita de Leisa, não posso negar que em alguns momentos ela foge e muito de uma possível realidade, foi a primeira vez que vi um homem totalmente apaixonado e louco pela mulher negar fogo, principalmente alegando que se alguma coisa acontecesse entre eles, ela poderia sair muito machucada. Mas é claro que eu não poderia deixar de dar os parabéns pelo golpe de mestre que a autora deu quando mostrou que mesmo apaixonados, só o amor não seria capaz de mudá-los, eles precisavam de ajuda, foi gostoso ver que eles procuraram terapia para se tornarem pessoas melhores.
Enfim, eu gostei do livro, ele tem um ritmo gostoso capaz de te prender do inicio ao fim. E por mais que em alguns momentos ele pareça só mais um romance NA (mais do mesmo), ele ainda sim é uma leitura prazerosa e divertida. Ótimo para te tirar daquela ressaca braba.

“Não consigo acreditar que depois de tudo o que ele fez você ainda está completamente apaixonada por ele.”

17 de agosto de 2016

Crônica: O que acontece no meio - Martha Medeiros

Crônica: Martha Medeiros
Livro: A Graça da Coisa
11ª Edição
Editora: L&PM

O que acontece no meio
04 de dezembro de 2011

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar para casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo. Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade para o fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início.

12 de agosto de 2016

Resenha: O Despertar do Príncipe

Título: O Despertar do Príncipe
Autora: Collen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 384
Sinopse: Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.
Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.
Um dia na seção egípcia do Metropolitan Museu of Art, Lily está pensando em uma maneira de  convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia - na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.
A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o Vale dos Reis, no Egito, em busca dos seus outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do terrível deus Seth.

10 de agosto de 2016

Crônica: A descoberta do mundo - Clarice Lispector

Clarice Lispector, uma mulher que continha a delicadeza e a beleza de uma rosa, mas também que demonstrava a força e a "selvageria" dos espinhos. Nessa crônica revelou tão lindamente a alma feminina, mostrando como foi uma mulher a frente do seu tempo. 
Numa época em que a ideia do sexo entre um homem e uma mulher se distorce como uma coisa muitas vezes: feia, suja, desregrada e individualista. Vi nesse texto a beleza do encaixe entre corpo e alma a ser buscado, desvendado e conhecido. Uma busca a ser realizada a dois, com cumplicidade e confiança.


5 de agosto de 2016

Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado

Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Páginas: 380
Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda... Acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa - mais brilhante, mais divertida, mais selvagem -, melhor. No entanto, apesar de o estilo de Lola ser bizarro, ela é uma filha e amiga dedicada, com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (mesmo com seu namorado roqueiro), até os gêmeos Bell - Calliope e Cricket - voltarem ao seu bairro.
Quando Cricket - um inventor habilidoso - sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa lidar com uma vida de sentimentos pelo garoto da casa ao lado.

"Tenho três desejos bem simples. Sem dúvida, pedir por eles não é demais. O primeiro é participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta. Quero uma peruca que, de tão trabalhada, poderia engaiolar um pássaro e um vestido tão largo que eu só serei capaz de entrar no salão através de portas duplas. Mas, quando eu chegar lá, vou segurar as saias no alto para revelar um par de coturnos de plataforma, só para que todo mundo veja que, por baixo dos babados, sou durona feito punk rock.
O segundo é que meus pais aprovem meu namorado. Eles o odeiam. Odeiam seu cabelo descolorido, sempre com raízes escuras, e odeiam seus braços, tatuados com teias de aranhas e estrelas. Dizem que ele tem um ar de superioridade e um sorrisinho presunçoso. E estão fartos de ouvir a música que ele toca explodindo de meu quarto e cansados de brigar por causa da hora que eu devo voltar para casa sempre que saio para ver a banda dele tocar em clubes.
E meu terceiro desejo?
Nunca, jamais, em hipótese alguma, voltar a ver os gêmeos Bell. Nunca mais."

2 de agosto de 2016

Crônica: Tempos de amnésia obrigatória

Crônica: Martha Medeiros
Livro: A graça da coisa
11ª Edicão
Editora: L&PM


Tempos de amnésia obrigatória
04 de setembro de 2011

Com diferença de poucos dias, uma amiga carioca e um leitor gaúcho me enviaram vídeos protagonizados pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano. Em um, ele dá uma entrevista e, no outro, lê os próprios textos. Ambos os programas estão acessíveis pelo Youtube. Respeito as coincidências: como é que eu ainda não havia me dedicado a esse grande pensador humanista?

Num dos vídeos, Galeano aparece lendo seu texto "El derecho al delirio", onde descreve como seria um mundo ideal, e aproveita para homenagear aqueles que insistem  em não esquecer a própria história (a exemplo das mães da Plaza de Mayo) nesses tempos de amnésia obrigatória.

A partir dai não ouvi mais nada, pois considerei marcante essa expressão: tempos de amnésia obrigatória. O assunto mereceria um tratado. Amnésia. É o que explica tanta neurose e tanta felicidade. A gente procura entender para poder ir adiante, mas que espécie de caminho trilhamos quando não enfrentamos a verdade?

Esquecer é uma estratégia de sobrevivência. Somos todos uns esquecidos crônicos. Pra começar, esquecemos de alguns descuidos que sofremos na infância, pois fomos educados para considerar pai e mãe infalíveis. Dessa forma, nossas dores internas acabam ganhando o apelido de fricotes, só que esses fricotes viram traumas, e esses traumas minam nossa confiança na vida e sustentam os consultórios psiquiátricos, já que esquecer é uma forma de impedir a compreensão absoluta de nós mesmos, e alguém precisa nos ajudar a lembrar para nos libertarmos.

Esquecemos os desaforos que tivemos que engolir durante um casamento ou namoro, tudo porque nos ensinaram que o amor deve ser forte o suficiente para aguentar os reveses da convivência, e também por medo da solidão, que tem péssimo cartaz. Então, para nos enquadrarmos e nos sentirmos amados e estoicos, esquecemos as mentiras, as traições, os maus-tratos, as indiferenças e mantemos algo que ainda parece uma relação, mas que deixou de ser no momento em que enfiamos a cabeça dentro do buraco.

Esquecemos em quem votamos, céticos de que em política nada muda, e em vez de investirmos nossa energia em manifestações de repúdio à corrupção, deixamos pra lá e seguimos em frente conformados com a roubalheira, desmemoriados sobre nossos direitos.

E esquecemos, principalmente, de quem somos. Dos nossos ideias, das nossas vontades, dos nossos sonhos, das nossas crenças, tudo em prol de uma adaptação ao meio, de uma preguiça em desfazer o combinado e buscar uma saída alternativa, de uma covardia que gruda na alma e congela os movimentos. Esquecer de nós mesmos é assinar um contrato com a resignação.

Obrigada, Galeano, por nos lembrar que a amnésia é uma opção, não é obrigatória.

1 de agosto de 2016

Li, mas não gostei

Oi pessoal, tudo bom com vocês?
Quem nunca pegou aquele livro, leu e no final ele não foi nem metade daquilo que esperava? Acho que todo leitor já deve ter passado por isso pelo menos uma vez na vida né?
No post de hoje eu vou trazer para vocês 5 livros que li mas infelizmente não gostei.
Bom, mesmo quando não consigo gostar de um livro e até mesmo não enxergar nada de bom nele, creio que podemos tirar algo de bom. E que se eu não tirei, alguém em algum lugar do mundo vai tirar, e acabar até mesmo favoritando o livro por alguma razão. Então, independente desses livros estarem entre minhas piores leituras, eu não posso e nem consigo deixar de recomenda-los.
Vamos lá


Os 13 Porquês
Esse é um daqueles livros que eu criei uma enorme espectativa para lê-lo e na hora da leitura foi uma decepção após a outra. Sinceramente ainda hoje tento entender os motivos que levou a protagonista ao suicidio, porque todos para mim parceram tão bobos, e muitos deles em minha humilde opinião dava sim para superar. E o que de certa forma o qua acaba sendo ainda pior é a falta de culpa em alguns poersonagens, é como se o livro tivesse um imenso buraco. O suicidio e a depressão são temas fortes e que devem ser abordados e explorados, mas infelizmente não consegui gostar da forma como o autor conduziu o tem.